Nômades digitais: como vivem, onde trabalham?

Oi, gente! Ultimamente tenho recebido muitas mensagens de pessoas me perguntando como consigo manter a minha rotina de trabalho com tantas viagens. Por isso resolvi fazer esse post falando sobre nomadismo digital, que é como eu me identifico.

Aprendemos na escola que os nômades eram povos antigos, caçadores-coletores que se deslocavam de um lugar a outro em busca de alimentos. Um termo que aparecia apenas nos livros de história hoje faz parte do nosso repertório contemporâneo. Se antes os humanos se moviam para sobreviver, o homem moderno quer viver se movendo! O sonho de trabalhar enquanto viaja encontrou na tecnologia o casamento perfeito, e dessa maneira surgiram os nômades digitais.

Essa tendência de nomadismo digital parecia algo utópico, acessível apenas para as profissões relacionadas a TI, mas aí veio a pandemia obrigando o mundo todo a fazer adaptações. Até as profissões mais convencionais tiveram que se adequar, do dia para noite, a esse novo modo de vida!

O resultado é que depois de quase dois anos vivendo dessa maneira, muita gente percebeu ser possível trabalhar em qualquer lugar. Não precisamos viver em uma grande cidade, com seus inconvenientes como trânsito, poluição, barulho, para ganharmos dinheiro!

Muitas famílias mudaram para cidades menores, com mais segurança, tranquilidade e melhor qualidade de vida. Outras optaram pelo nomadismo, se deslocando de tempos em tempos, aproveitando para conhecer novos lugares e culturas diferentes.

 

Do que um nômade digital precisa?

Para ser um nômade digital é fundamental ter uma boa internet, isso é algo relativamente fácil nos dias de hoje, exceto se a ideia for viver no meio da floresta Amazônica.

Aquela imagem clichê, da pessoa trabalhando na praia com o notebook no colo é bastante “instagramavel”, mas, na prática, não funciona! É preciso ter o conforto de uma casa aconchegante, com uma infraestrutura que possibilite trabalhar e desfrutar do local. Mais uma vez a tecnologia está a nosso favor, através de plataformas de locação de casas, como o Airbnb, é possível encontrar o lugar perfeito para o bolso e estilo de vida de cada um.

Eu me identifico com esse estilo de vida, porque sou super curiosa em relação a cultura de outros povos e tenho enorme ânsia de desbravar esse mundão. Por isso viajo muito e mesmo assim sigo trabalhando normalmente nas minhas duas carreiras, como interior designer e digital influencer. Por experiência própria, digo que para levar uma vida itinerante é preciso ter organização e habilidade para gerenciar o tempo, dessa maneira a gente conquista a liberdade para trabalhar e, em simultâneo, aproveitar os lugares que estamos visitando.

Caso esteja pensando em ser um nômade digital, saiba que é importante ter um estilo de vida minimalista, não ficar acumulando coisas que vão complicar o seu cotidiano. Claro, manter uma rotina que contemple todas as atividades que você precisa fazer, assim você consegue cumprir com as suas obrigações profissionais e é mais fácil de adaptar as mudanças constantes.

 

Nômades digitais pelo mundo

Se você gostaria de ser um nômade digital e viver pelo mundo como os ciganos, o primeiro passo é combinar com o seu empregador ou clientes, no caso dos autônomos. É fundamental que todos concordem, afinal, pode ser que você viva em um fuso horário diferente e isso talvez seja um inconveniente para eles.

Antes de arrumar as malas, é importante saber sobre o custo de vida do local onde pretende ir, assim você evita surpresas desagradáveis. Caso queira viver em outros países pesquise sobre as questões burocráticas como visto e imposto.

Alguns países têm políticas flexíveis justamente para atrair esse tipo de turismo, como é o caso da Estônia que tem um visto especial para nômades digitais com isenção de imposto. Barbados, Budapeste, Dubai, Chiang Mei (Tailândia) são alguns exemplos de locais com regras semelhantes. Portugal criou a Digital Nomad Village, na Ilha da Madeira, um coworking criado especialmente para atender as pessoas que trabalham remotamente pelo planeta.

Esse é um estilo de vida interessante que agrada muita gente, por outro lado, algumas pessoas preferem o modo tradicional de viver e trabalhar, e isso não tem nenhum problema. O que é legal é a gente ter liberdade de fazer as nossas próprias escolhas e eleger aquilo que nos faz feliz. E já que estamos falando de viagem, eu tenho um post bem legal com 5 cidades com tradição na produção de chocolates, acho que você vai se surpreender com algumas delas!

Você, o que acha disso tudo?

Beijo da Lu

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Lu Marinho não tem medo de mudanças – nem as dela, nem as suas!
Com uma carreira consistente e estável, um belo dia resolveu mudar tudo e hoje trabalha com sua paixão, o design de interiores!

Faz isso tanto para clientes dos USA quanto do Brasil, em ambientes residenciais, comerciais e eventos corporativos. Além disso, em seu canal do YouTube dá dicas de decoração, DIY, boas compas, viagens, passeios, comidinhas e muito mais!

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