Artesanato brasileiro

Oi, gente! Como vocês sabem, acabei de voltar do Brasil, por lá, andei visitando algumas lojinhas de artesanato brasileiro e lendo sobre o assunto, confesso que fiquei encantada, algumas peças são verdadeiras obras de arte. Esse é um universo amplo, que abrange peças decorativas, utensílios, bijuterias e acessórios de moda. Por isso resolvi compartilhar as minhas impressões a respeito desse mundo maravilhoso. Vem comigo?

 

Você sabe reconhecer um artesanato?

Para ser considerado um artesanato, a peça precisa ter sido produzida manualmente, além disso, 80% dela deve resultar da transformação da matéria-prima pelo próprio artesão, que coloca sua energia, criatividade e o converte em algo totalmente novo e cheio de significado.

Outa característica importante do artesanato é que ele reflete os aspectos culturais da região onde foi produzido, sendo influenciado pelos acontecimentos históricos e costumes da época.

Sabe aquelas peças compradas prontas, uma caixinha de madeira, por exemplo, depois a pessoa pinta e acrescenta alguns poucos elementos? Então, elas são consideradas um trabalho manual, que tem o seu valor evidentemente, mas não é artesanato, Ok?

 

Origem do artesanato no Brasil

Vocês já repararam como o nosso país tem uma produção artesanal rica e diversificada? A origem do artesanato no Brasil veio dos indígenas, que pintavam com pigmentos naturais, fabricavam cestarias, cerâmicas e dominaram a arte da plumaria, com seus cocares e outras peças de vestuários feitas com penas de aves.

Assim como o povo brasileiro é formado por uma mistura de raças, o nosso artesanato seguiu um caminho parecido, recebendo influências de técnicas e elementos trazidos pelos colonizadores europeus e pelos escravos africanos.

Como o artesanato reflete aspectos culturais, a produção brasileira é bastante diversificada, com sabedorias, materiais e estilos que mudam conforme a região. Além de ser uma fonte de renda para milhares de famílias, também é uma maneira de preservar a nossa cultura.

 

Artesanatos que conquistaram meu coração

Conheci recentemente a Artesol Artesanato Solidário, cuja missão é promover e salvaguardar o fazer artesanal e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento sociocultural e econômico. Um dos projetos deles é mapear os artesãos espalhados pelo país e fazer a ponte entre eles e os designers, estilistas e lojistas. Dessa maneira eles conseguem manter a tradição das técnicas utilizadas, valorizam o trabalho dos artesões e ressignificam suas criações, transformando em peças contemporâneas e com alto valor agregado.

 

Cerâmicas

Eu me encantei pelas cerâmicas do Vale do Ribeira, por lá as mestras artesãs utilizam uma técnica ancestral de moldar o barro sem uso de maquinário, que é passada de mãe para filha, originária dos índios guaranis. As mulheres da região fundaram a Associação de Artesãs de Apiaí, localizada a 320 km da cidade de São Paulo, com intuito de preservar esse saber e vender a produção. Elas mesmas extraem o barro, respeitando e preservando o meio ambiente. Uma história linda de amor pelo ofício.

A cerâmica feita em barro é encontrada em todo país, nos mercados nordestinos, por exemplo, são mais comuns os bonecos de figuras típicas da região e de seu folclore como cangaceiros, músicos e rendeiras. Mestre Vitalino (1900-1963), pernambucano que é considerado um dos maiores ceramistas da arte do barro no Brasil, deixou dezenas de discípulos e influenciou muitos artesões.

 

Renda e bordado

Eu adoro renda na decoração, elas conferem aconchego, aquela sensação boa de casa, sabe? A renda foi uma técnica trazida pelos portugueses, são peças delicadas e de uma beleza que não podem ser reproduzidas por máquinas, exige carinho e dedicação durante alguns meses, por isso o preço também é diferenciado, mas vale cada centavo.

Aqui nesse vídeo conto uma história muito bacana que aconteceu com as rendeiras e bordadeiras da Paraíba. Não deixe de ver!

Tecelagem

A Fiado de Roda, uma tecelagem de Minas Gerais, usa o mesmo método de tecer de 200 anos atrás. O processo começa a partir da pluma do algodão, depois, usando a roda de fiar é feito o fio, que será tingido com pigmentos naturais, para ser tecido em teares antigos, alguns foram utilizados por quatro gerações de mulheres. É muita tradição e afeto minha gente!

 

Cestaria

Cestaria é mais um conhecimento de origem indígena, explora cores e formas geométricas, formando lindos objetos decorativos, chapéus e muitas outras peças. Existe uma enorme variedade de traçados, desenhos e formatos, pois, cada povo indígena tem a sua maneira de se expressar.

 

Madeira

Os entalhes de madeira também são muito característicos do nosso país, tem origem nos índios que a utilizavam na construção de canoas, armas, instrumentos musicais e utensílios.

Uma coisa que é muito comum no Brasil, que veio da região do Rio São Francisco são as carrancas ou cabeça-de-proa. Figuras reais ou mitológicas, geralmente com expressões assustadoras que eram colocadas na frente das embarcações para afastar os maus espíritos. Atualmente são encontradas em todo país e utilizadas também em frente das casas.

 

Capim dourado

Como não se apaixonar pelo capim dourado, o ouro do cerrado? Atualmente é uma das principais atividades econômicas do pequeno povoado de Mumbuca, no coração do Jalapão em Tocantins. Um lugar habitado por quilombolas e indígenas que com suas mãos hábeis produzem belos utensílios, cestos e bijuteria que encantam os olhos e faz nosso coração bater mais forte de emoção.

Um objeto feito com capim dourado dá um toque de elegância rústica, e traz aquela coisa boa de que só uma peça handmade tem.

Quando estive em São Paulo, visitei uma loja muito legal, fica no Jardins, chama Arte Tribal, um espaço bacana, com peças artesanais garimpadas pelo Brasil, vale muito a pena conhecer, é tanta coisa bonita que a gente tem vontade de levar tudo pra casa.

Ter peças artesanais em nossa casa é muito gostoso, além de serem únicas, pois, nenhuma é igual a outra, elas trazem toda a energia do artesão, é uma forma de preservar as tradições do povo brasileiro com todas as suas peculiaridades regionais, além de apoiar financeiramente essas pessoas talentosas.

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Conta pra mim, você gosta de artesanato?

Beijo da Lu

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Lu Marinho não tem medo de mudanças – nem as dela, nem as suas!
Com uma carreira consistente e estável, um belo dia resolveu mudar tudo e hoje trabalha com sua paixão, o design de interiores!

Faz isso tanto para clientes dos USA quanto do Brasil, em ambientes residenciais, comerciais e eventos corporativos. Além disso, em seu canal do YouTube dá dicas de decoração, DIY, boas compas, viagens, passeios, comidinhas e muito mais!

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